domingo, 8 de fevereiro de 2015

O homem foi a Lua?

     

Após ouvir uma discussão a respeito da ida do homem a lua e ouvir as teorias conspiratórias nessa tal discussão, entao resolvi aqui pesquisar sobre o assunto. Usando assim as duvida para responder os pontos que ouvi sendo abordados.

·        Por que o homem nunca mais voltou à Lua?
    - Simples: porque não há muito mais o que fazer por lá. Bastaram outras missões não-tripuladas, americanas e russas, para trazer inúmeras rochas lunares e realizar outras pesquisas sobre o ambiente do satélite. "Elas não foram suficientes para conhecer toda a formação da Lua, mas não vai ser um número reduzido de missões que vai trazer um progresso significativo", diz o astrônomo Augusto Damineli, da USP. Hoje, a ciência prefere fazer pesquisas próximas da órbita da Terra, como na Estação Espacial Internacional, e enviar missões não-tripuladas a outros planetas. Ambas as opções trazem menos custos e mais benefícios do que voltar ao satélite. Além do mais, a corrida à Lua foi um evento mais político do que científico. Na época, Estados Unidos e União Soviética viviam o auge da Guerra Fria.

·        Se o homem foi à lua, por que só uma vez?

O homem já pisou 6 vezes em solo lunar.

Foi em 20 de julho de 1969 que fizeram a primeira alunissagem na lua.
Com os astronautas  Neil Armstrong  e Edwin Eugene “Buzz” Aldrin Jr.
Depois disso mais de 10 pessoas em cinco missões chegaram ao nosso satélite natural, de acordo com a NASA.



  1. Astrônomos que desceram na Lua :


Julho de 1969 – Missão Apollo 11 – Neil Armstrong e Edwin Eugene “Buzz” Aldrin Jr.



Novembro de 1969 – Missão Apollo 12 – Charles “Pete” Conrad e Alan Bean

Fevereiro de 1971 – Missão Apollo 14 – Alan Shepard e Edgar Mitchel

Julho de 1971 – Missão Apollo 15 – David Randolph Scott e James Irwin

Abril de 1972 – Missão Apollo 16 – John Watts Young e Charles Duke

Dezembro de 1972 – Missão Apollo 17 – Eugene Cernan e Harrison Schimitt




·        Provas que o homem foi a lua!



Japão


A missão japonesa Kaguya (também conhecida como Selene), em 2008, produziu imagens bacanérrimas do solo lunar. Infelizmente, as câmeras não tinham resolução suficiente para detectar objetos deixados pelos voos tripulados, mas produziram uma excelente reconstrução tridimensional do sítio de pouso da missão Apollo 15, de 1971. Compare a imagem obtida pela Jaxa (agência espacial japonesa) com uma foto feita pelos astronautas. Como explicar uma réplica tão precisa do solo lunar se tudo não passou de gravação em estúdio?





Reconstrução 3D do local de pouso da Apollo 15 feita pela sonda Kaguya
  1. Imagem tirada da superfície da Lua pelos astronautas da Apollo 15

 India:

A missão Chandrayaan-1, lançada em 2008, foi motivo de orgulho para os indianos: a primeira espaçonave daquele país a orbitar a Lua. A sonda, a exemplo de sua colega japonesa, não tinha câmeras com resolução suficiente para enxergar hardware no solo lunar, mas eles confirmaram uma antiga desconfiança dos americanos: que os jatos propulsores do módulo lunar da Apollo 15 alteraram a superfície, deixando-a mais clara. Provando assim que os retrofoguetes misteriosamente não deixaram marcas no solo. Bem, aí está a prova de que, ao menos em uma das alunissagens, deixaram.




China 

      Bem, então vamos ao maior rival espacial dos Estados Unidos na atualidade: a China. Os chineses andam felizes da vida por esses dias pilotando seu jipe robótico na Lua, mas em 2007 e 2010 eles lançaram duas naves orbitadoras para mapear o solo lunar: Chang’e-1 e Chang’e-2. A segunda dessas sondas conseguiu o que indianos e japoneses não puderam fazer: detectar sinais diretos das caminhadas americanas sobre a Lua. Ou, pelo menos é o que disse Yan Jun, cientista-chefe de aplicações do projeto de exploração lunar chinês. As fotografias obtidas pela Chang’e-2 que poderiam revelar sinais das naves Apollo têm resolução de 1,5 metro por pixel, mas não estão disponíveis. O que só mostra o quanto os chineses não estão a fim de fazer propaganda americana, embora admitam que seus rivais estiveram mesmo por lá.




Russos

Os russos monitoraram cuidadosamente todas as missões Apollo, não só ouvindo as comunicações, mas observando a posição das naves em órbita por radar e calculando sua posição. Em nenhum momento tiveram qualquer dúvida de que os americanos haviam estado na Lua. Não só porque viram acontecer, mas principalmente porque estava preparando suas próprias missões lunares. Um dos boatos espalhados pelos conspiracionistas é de que uma viagem à Lua era impossível pois uma travessia dos cinturões de radiação que envolvem a Terra (descobertos pelo americano James van Allen, a propósito) levaria à morte dos astronautas. Por isso, segundo eles, os soviéticos jamais tentaram a viagem. Mentira deslavada. Hoje temos informações completas do programa lunar soviético, como este diagrama de seu módulo de pouso, chamado L3. Note a figura do cosmonauta dentro dele. Menos capaz que o modelo americano, ele só podia levar um tripulante.
O fracasso desse projeto se deu porque o foguete responsável por impulsionar as naves, chamado N1, tinha problemas insolúveis de design. Todas as tentativas de lançamento (a primeira das quais em 1969) levaram à perda do veículo poucos segundos após a decolagem (felizmente não havia ninguém dentro nesses voos de teste).


O mundo

As naves Apollo foram monitoradas não só por redes de radiotelescópios na Espanha e na Austrália — que forneciam apoio direto às missões viabilizando comunicações quando as naves não podiam ser contatadas diretamente do território americano –, mas por astrônomos amadores de todas as partes do globo. É comum hoje em dia esses apaixonados por astronáutica monitorarem satélites em órbita e até mesmo calcularem sua altitude e inclinação. Um caso dramático foi o da sonda russa Fobos-Grunt, lançada em 2011, que deveria ter partido para Marte, mas falhou. Diversos observadores em solo ajudaram a determinar que ela nunca deixou a órbita terrestre, uma vez que ela nunca chegou a entrar em contato com o controle da missão. A imagem abaixo mostra a separação da Apollo 14 do terceiro estágio do foguete Saturn V, fotografada pelo Observatório Corralitos, da Universidade Northwestern, nos EUA. A pluma imensa é o jato de exaustão do foguete. A nave é o pontinho branco na ponta da pluma.

Imagem de telescópio da Universidade Northwestern revela a Apollo 14 a caminho da Lua
A essa altura, a nave já estava numa rota translunar. Imagens como essa foram registradas em todas as missões Apollo, por astrônomos amadores e profissionais em todas as partes do mundo. Com o equipamento certo, é possível monitorar uma nave a caminho da Lua, quando ela reflete a luz solar e se torna brilhante.

Encerro o assunto com um vídeo contendo cerca de 1h30 de imagens filmada pelos astronautas da Apollo 11, Neil Armstrong, Edwin Buzz Aldrin e Michael Collins.


Essas imagens foram captadas pelos astronautas com uma câmera de filme de 16 mm, com muito mais resolução do que as imagens de TV usadas na transmissão ao vivo da missão, em julho de 1969. Você pode ver o “pequeno passo” de Neil por um outro ângulo e acompanhar todos os momentos mais bacanas da missão, como as acoplagens, o pouso e a reentrada. Em alguns momentos fica meio tedioso, mas é assim que é a realidade. Não é sempre emocionante como os filmes.



Fontes: 
Folha de São Paulo, Wikipédia, Mundo Estranho, Revista Galileu, Noticias Terra, Manual do Mundo, NASA.

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